Publicado por remidiocosta em Março 26, 2008
Ela conhece e viajou metade do mundo
Ele seu bairro como o espelho de seu banheiro
Ela experimenta aguardente para lembrar ou esquecer
Ele quedas, queimaduras, luxações tudo registrado
Ela coleciona textos
Ele riscos pelo corpo
Ela fala outro idioma
Ele gírias, dialetos que provocam, “como assim”
Quem são nós dois?
Que seja eterno enquanto não se tenha resposta
Quem são nós dois?
Que o balanço da cauda do seu sorriso seja o reflexo da sua alma
Quem são nós dois?
Que o reflexo da sua alma ilumine meu caminho
Ela Irradia sensualidade por todos os poros
Tem na ponta da língua o dom de incendiar uma conversa
Suas observações profundas e cruas rasgam o sentido desvendando verdades
Ele fogoso, pode fazer suspirar de emoção
Ou lamentar a falta de diplomacia do não
Quem são nós dois?
Que seja eterno enquanto não se tenha resposta
Quem são nós dois?
Que o balanço da cauda do seu sorriso seja o reflexo da sua alma
Quem são nós dois?
Que o reflexo da sua alma ilumine meu caminho
Ela consome livros, textos e tudo mais que tenhas letra
Ele assoletra
Ela tem assas
Ele raízes
Ela pesquisa e vai
Ele vai e conhece
Ela sem medo goza e observa
Ele com medo, contrai músculos e fica vazio
Quem são nós dois?
Que seja eterno enquanto não se tenha resposta
Quem são nós dois?
Que o balanço da cauda do seu sorriso seja o reflexo da sua alma
Quem são nós dois?
Que o reflexo da sua alma ilumine meu caminho
Ela faz comédia e não vai à peça
Ele faz peça e sua vida é uma comédia
Ela teve três
Ele só contabiliza uma
Ela diz que vai
Ele fica sem saber quando
Remidio Costa
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Publicado por remidiocosta em Março 26, 2008
Tubarão bairro do subúrbio ferroviário de Salvador-BA recebe uma ocupação no terreno abandonado da Companhia de Cimento Salvador (COCISA), empresa hoje do grupo Pão de Açúcar.
Val, Monga, kombi, Sivado, Santana e muitos outros homens, anônimos no meio da lama, plástico e estroncas, levantam um bairro com vista privilegiada para a baía de todos os Santos.
Adriana Reis, Maria Aparecida, Fernanda e outras mulheres, em meio a fumaça da fogueira, preparam a comida e ajudam no que pode para ter acesso ao tão sonhado barraco próprio.
Mestre de Mamulengo Elias Bonfim , ao mesmo tempo em que ocupa a posição de liderança deste levante social, atrai crianças, jovens e adultos para as temáticas culturais do teatro de bonecos, movimento que ele é precursor nas comunidades carentes de Salvador.
Elias Bonfim conta que viu o começo de bairros como: Malvinas hoje Bairro da Paz, Saramandaia e a antiga favela do Boiadeiro hoje Alagados, além de muitos outros bairros surgidos na década de 70 em Salvado-BA. O Mestre ministrou oficinas de teatro de bonecos pela Fundação Cultural do Estado da Bahia e formou muitos bonequeiros que hoje têm grupos próprios ou trabalham com ele em diversas frentes.
O Centro de Cultura Mamulengo em Tubarão precisamente na ocupação da COCISA, é seu mais novo movimento. Já está sendo desenvolvidas atividades recreativas que possibilitam diversão às pessoas que ali estão em situação precária de salubridade, alimentação e necessidade outras que é dever dos órgãos públicos servir.
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Publicado por remidiocosta em Março 5, 2008
Contar esta estória para minha pessoa é uma missão, uma obrigação religiosa – assim como os mulçumanos que têm a obrigação de ir a Meca a cidade natal do profeta Maomé, podendo sofrer graves penalidades se não irem ao menos uma vez.
O trabalho não será difícil, pois me dá prazer, não será cansativo, contar boas estórias é relaxante. Quero deixar para prosperidade um relato da minha estória e das estórias variadas e avariadas das pessoas que passarão pela minha estória contando varias estórias de varias pessoas boas, sensíveis e sintonizadas com o universo bonequeiro do meu mestre Elias Bomfim dos Santos o embaixador do teatro de bonecos na Bahia.
Não sou o dono da razão, portanto se tiver outros contêm essa estória para mim serei agradecido em ouvir.
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